Cenáculo do Saber

Livro do Pr. Jonas J. Mendes

A Arte da Leitura Bíblica: análise literária das Escrituras

Cada detalhe é solo sagrado. Este livro ensina você a ler a Bíblia como ela foi escrita, atento ao narrador, às repetições, às ironias e aos silêncios que ligam Gênesis aos Evangelhos.

Kindle: compra na Amazon e leitura imediata no aplicativo. Livro físico: vendido pelo Cenáculo e enviado para todo o Brasil.

Capa do livro A Arte da Leitura Bíblica

O problema

Você abre Gênesis, Samuel ou um Evangelho, lê o capítulo, tira uma lição e segue em frente. O Pr. Jonas descreve esse hábito sem rodeio: para muitos, a leitura da Bíblia “tornou-se superficial, automática, utilitária”.

  • 01As histórias parecem soltas, uma ao lado da outra, sem o fio que liga o Éden ao Gólgota.
  • 02Os detalhes passam batido: um número, um nome repetido, um silêncio do narrador.
  • 03Narrativas viram lista de regras, e o que a Bíblia apenas descreve acaba lido como se ela prescrevesse.
  • 04Você sente que há mais no texto, mas não sabe por onde começar a procurar.

“A Bíblia não é apenas o que diz; é também como diz. A forma é parte da revelação.”

Introdução do livro

Repare no detalhe

Quatro estudos do livro. Cada um começa num detalhe que costuma passar despercebido e termina no centro da mensagem.

Lc 4.18-19

Por que Jesus fechou o rolo no meio da frase?

Em Nazaré, Jesus lê Isaías 61 e para antes do “dia da vingança”. O livro mostra o que essa pausa separa: o hoje da graça e o juízo que ainda virá.

Mc 8.22-26

Por que o cego de Betsaida precisou de dois toques?

No primeiro toque, ele vê homens como árvores andando. Pouco antes, Jesus perguntou aos discípulos se tinham olhos e não viam. Marcos sabia o que estava fazendo.

1Rs 6.38; 7.1

Sete anos para o templo, treze para o palácio.

O narrador registra os números e se cala. A conta conta uma história sobre o coração do rei mais sábio de Israel.

Gn 3.14

Por que a serpente foi condenada a comer pó?

Quem levou o homem a comer o que não devia passa a comer o que não alimenta. Uma ironia do Éden que liga a queda ao “és pó, e ao pó tornarás”.

Exemplares de A Arte da Leitura Bíblica empilhados

O que você vai aprender

A análise literária, diz o autor, “não procura ir além do texto, mas ir para dentro dele”. Nas páginas do livro você aprende:

  • A diferença entre história (o que aconteceu) e enredo (como foi contado).
  • Como o narrador orienta o leitor e julga o personagem, mesmo quando ele se acha justo.
  • O que são as palavras-guia (leitwort) e como uma repetição amarra episódios distantes.
  • Como pedras, roupas, rios e árvores funcionam como instrumentos teológicos.
  • Onde moram as ironias do texto, como a da serpente que come o pó sobre o qual se arrasta.
  • Por que a Bíblia gasta linhas com a beleza de Absalão e com o peso do cabelo dele.
  • Como cenas paralelas e padrões repetidos costuram a Bíblia num só drama, do Éden ao Calvário.

As ferramentas, uma a uma

Cada ferramenta vem com exemplos tirados do texto bíblico.

  • História e enredo
  • Ponto de vista do narrador
  • Descrição exterior
  • Pensamentos revelados
  • Discurso direto
  • Testemunho de terceiros
  • Ação que revela caráter
  • Contraste
  • Epítetos
  • Leitwort (palavra-guia)
  • Elemento temático
  • Sequências e refrões
  • Cenas-tipo
  • Comparações
  • Lógica de causa e efeito
  • Quiasmo
  • Janus
  • Lacuna
  • Generalização e particularização
  • Descrição cênica
  • Prenúncio
  • Inclusio
  • Síntese
  • Interrogação
  • Intercalação
  • Intertextualidade
  • Tipologia bíblica
  • Conceituação

Dentro do livro

Primeiro, o livro apresenta o método. Depois, aplica as ferramentas a dezenas de passagens, de Gênesis a Hebreus.

  1. Introdução
  2. A Bíblia é ou contém a Palavra de Deus?
  3. Análise literária das Escrituras
  • O Centro do Jardim: lugar da presença e do limite
  • A Árvore do Conhecimento: sacramento do limite e da liberdade
  • Caim e Abel: a oferta reveladora do coração (Gn 4.1-16)
  • Uma metanarrativa bíblica
  • O conflito escatológico entre duas linhagens
  • Do Jardim ao Caixão: a espiral descendente de Gênesis
  • As ironias do Éden: a serpente e o pó que não alimenta
  • José e Judá: entre o 37 e o 39. Quem somos nós nessa história?
  • Salomão: duas casas, dois amores
  • Sansão: a força que não salvou (Jz 13-16)
  • Saul: o rei que começou escondido e terminou rejeitado (1Sm 9-15)
  • Intertextualidade: o envio dos 70, de Moisés a Jesus
  • Cristo, a escada de Jacó: a intertextualidade de João 1.51
  • Cristo e a serpente de bronze: a intertextualidade viva de João 3.14
Ver o sumário completo
  • A rocha ferida na cruz: Moisés e Jesus
  • Juízes 19 e Gênesis 19: sem rei, Israel é Sodoma
  • Jesus, Eliseu e o arado: o chamado radical do Reino
  • Filho de Davi, Senhor de Davi: o paradoxo que revela o Cristo
  • Paulo, o boi e o princípio maior: intertextualidade em 1 Coríntios 9
  • Deus manda a mulher se casar com o estuprador em Dt 22.28-29?
  • Paulo, o zelo sem entendimento: Abraão, Fineias e Elias
  • Entre a porta e o prato: cegueira, engano e promessa em Gênesis 27
  • Marcos e os filhos de Simão Cirineu
  • O que João tem a ver com Pedro e a orelha de Malco?
  • Marcos e o homem que enxergava árvores (Mc 8.22-26)
  • Marcos e o segredo messiânico
  • Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino
  • Lucas: dormiram de tristeza
  • Lucas e Mateus: dois Evangelhos, duas arquiteturas literárias, uma mesma raiz
  • Lucas: Jesus é batizado depois que João foi preso?
  • Lucas: Jesus esqueceu o versículo?
  • A força das citações compostas: de Mateus a Marcos, do Sinai a Jesus
  • Lugares que falam: Egito como fuga da promessa
  • A costura literária de Lucas: genealogia, Adão, tentação e o “Filho de Deus”
  • João e os Sinóticos: o Templo, a figueira e o juízo
  • Mulher adúltera, João 8: por que ninguém jogou a pedra?
  • O contraste literário em João: Betesda e Siloé
  • Quem somos nós na estrada? O bom samaritano
  • A força de uma conjunção: “Portanto” (Hebreus 12)
  • Conclusão

Trechos do livro

A Bíblia, ao calar, nos provoca. O silêncio é convite ao discernimento.
A Arte da Leitura Bíblica, seção Lacuna
“Sodoma queimou por fora, mas na mulher de Ló, Sodoma queimou por dentro.”
Lugares que falam
“De estrangeira a mãe de reis, Rute mostra que Deus nomeia de novo quem confia no Redentor.”
Epítetos
“O drama de Sansão é o retrato de uma vocação desperdiçada. Seu corpo era forte, mas sua vontade era fraca.”
Sansão: a força que não salvou
Pr. Jonas J. Mendes segurando o livro A Arte da Leitura Bíblica

Quem escreve

O livro nasceu de anos de estudo. Muitas obras de referência sobre leitura literária da Bíblia ainda não chegaram ao português, e o Pr. Jonas fez o trabalho de ler, estudar e sintetizar essas ideias para o leitor brasileiro.

  • Professor de Teologia do Novo Testamento e coordenador de pós-graduação nas Faculdades Integradas Cantares de Salomão (FEICS)
  • Mestre em Teologia, com especialização em Novo Testamento
  • Mestre e doutorando em Filosofia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  • Pastor auxiliar no templo sede da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Cuiabá e região (IEAD-CUIABÁ)
  • Membro do Conselho de Educação e Cultura (CEC) da IEAD-CUIABÁ
  • Autor dos livros “A Arte da Leitura Bíblica”, “A Morte de Deus e o Crepúsculo da Cultura Ocidental” e “Hermenêutica: Uma Introdução à Interpretação Bíblica”
  • Autor de diversos artigos na revista Obreiro Aprovado (CPAD)

Entre as obras citadas no livro

  • Robert Alter
  • Leland Ryken
  • Tremper Longman III
  • Geerhardus Vos
  • Bruce Waltke
  • James M. Hamilton Jr.
  • Gordon J. Wenham
  • John H. Walton

Quem leu, indica

“Um material de excelência para sua edificação e estudo bíblico […]. Um material muito bem preparado e muito bem organizado para você que gosta de estudar a Palavra de Deus.”
Pr. Janderson Nascimento, em vídeo de indicação do livro

Para quem é

É para você se…

  • Você já lê a Bíblia e quer enxergar o que passava despercebido.
  • Você prega, dá aula na Escola Bíblica ou estuda teologia e precisa de base sólida para ensinar.
  • Você quer ver como Gênesis, Êxodo, Samuel e os Evangelhos conversam entre si.
  • Você entende o estudo como um caminho para conhecer melhor a Deus, e não só para saber mais.

Não é para você se…

  • Você procura um manual técnico de hebraico e grego. A proposta do livro é outra.
  • Você quer frases prontas para o dia, sem abrir o texto bíblico.
  • Você tem pressa. O livro pede o contrário: caminhar devagar, prestando atenção.

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Perguntas frequentes

Preciso saber hebraico ou grego?

Não. O livro cita palavras hebraicas e gregas quando elas mudam a leitura, sempre explicadas no próprio texto. O autor avisa na introdução que a proposta não é acadêmica em sentido restrito.

É um livro acadêmico ou devocional?

Ele usa as ferramentas da análise literária, com bibliografia de referência, e o autor o define como devocional no sentido mais profundo: leva à adoração porque conduz a uma compreensão mais plena da Palavra.

Serve para preparar pregações e aulas?

Sim. Cada estudo parte de uma passagem concreta, com as referências bíblicas à mão. No lançamento, o próprio Pr. Jonas apresentou o livro como material para pregar, ensinar e ser edificado.

Preciso ter um aparelho Kindle?

Não. A versão Kindle pode ser lida no aplicativo gratuito Kindle, no celular, no tablet ou no computador.

Como compro o livro físico?

Pelo direct do Instagram do Cenáculo do Saber. O livro físico é vendido direto por nós e enviado para qualquer lugar do Brasil.

Quanto custam o livro físico e o frete?

Pergunte no direct: lá você recebe o valor do livro e o frete para o seu endereço antes de fechar o pedido.

Leia devagar. Leia atento. Leia em oração.

“Porque cada palavra conta. E o Texto está vivo.” A conclusão do livro é também o convite.

Do mesmo autor: A Morte de Deus e o Crepúsculo da Cultura Ocidental