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Louvor e MinistérioEP. 36

"Louvor e gratidão": o hino que nasceu de um trauma de infância

O testemunho da cantora Sofia Cardoso, da infância em três casas ao dia reservado em Camboriú

David Marrone01 de novembro de 2026 3 min de leitura
"Louvor e gratidão": o hino que nasceu de um trauma de infância
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Reflexão a partir da fala de Cantora Sofia Cardoso no Cenáculo do Saber - Entrevista EP. 36, com Pr. Jonas J. Mendes.

Antes de ser hino, "Louvor e gratidão" foi uma promessa. É assim que a cantora Sofia Cardoso conta a origem de um dos cânticos mais conhecidos do seu ministério, no EP. 36 do Cenáculo do Saber - Entrevista. Quando o Pr. Jonas J. Mendes pergunta pelo hino, ela não começa pela música. Começa pela infância.

Que trauma de infância a Sofia Cardoso viveu?

A Sofia conta que nasceu de uma mãe solteira e foi adotada em três casas. Passou por violência e por uma tentativa de estupro. Comia o resto da comida: as pessoas comiam primeiro, e o que sobrava, se sobrasse, ficava para ela. Era muito doente, muito anêmica.

Quando foi para a terceira casa, a mãe dela já era crente da Assembleia de Deus em São Paulo, uma mulher de oração, que se casou com um viúvo com cinco filhos. A Sofia é filha única do pai, que ela não conheceu; só sabia que ele era mineiro.

O trauma ficou. A criança, explica ela, a partir dos três anos de idade já grava tudo. A Sofia casou e conta que Deus preparou o esposo dela, que é uma bênção de Deus, uma bênção mesmo. Mas a ferida da infância continuava ali.

O que aconteceu em Camboriú?

Segundo a Sofia, o Senhor já tinha reservado o dia para curá-la, em Camboriú. Ela estava entre os cantores, uns 80 a 100, que só subiam se o pastor chamasse, e esperava ali o dia todo. Então, conta, Deus falou com ela: se prepara, porque eu vou usar um dos meus.

Ela pensou que seria alguém perto dela. Não era. Lá no meio do povo, uma irmã apontava em sua direção e pedia: "desça que eu quero falar contigo". O diácono avisou que, se descesse, ela não subiria mais. A Sofia respondeu que não tinha problema, e desceu.

Pelo relato dela, a mulher disse que, quando a Sofia ainda estava no ventre da mãe, satanás tentou matá-la, mas Deus a guardou, com um ano, com dois, com três. Lembrou a tentativa sofrida na infância e observou que ela já tinha casado e ainda não tinha esquecido. O filho da Sofia, Israel, tinha então 12 para 13 anos.

A mensagem terminou com uma promessa, que a Sofia repete com as palavras que ouviu: "eu vou te dar um hino". Um hino para curá-la. E, quando ela contasse o testemunho, os que ouvissem também seriam curados de traumas.

Por que esse hino fala a tanta gente hoje?

A nora da Sofia, a cantora Karen Lima, diz que gosta quando a sogra conta esse testemunho, porque hoje, segundo ela, a gente vive um momento de depressão e de muitos problemas psiquiátricos. Pelo testemunho da Sofia, lembra a Karen, foi o hino que o Senhor deu para curá-la, lá em Camboriú. E Deus tem usado esse hino, completa a Sofia.

A observação da Karen toca num tema que a igreja ainda trata com pouca naturalidade. Sofrimento emocional atinge também quem está no púlpito e no ministério, como o Pr. Valmir Nascimento discute em Quem pastoreia o pastor?.

Um testemunho que não esconde a dor

Mãe solteira, três casas, violência e o resto da comida. A cantora Sofia Cardoso conta que Deus lhe deu um hino para curar o trauma, e que tem usado o testemunho de "Louvor e gratidão" com quem também carrega traumas. O que chama a atenção é que ela não conta a cura apagando a história: diz de onde veio, com nome e detalhe. Talvez por isso o hino ainda alcance quem vive com feridas parecidas.

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David Marrone

Sobre o autor

David Marrone

Apresentador do Cenáculo do Saber - Entrevista

  • Apresentador e entrevistador do Cenáculo do Saber - Entrevista
  • Escreve as reflexões do Cenáculo do Saber a partir das conversas do programa
  • Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus
  • Acadêmico do sexto ano de Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
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