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Louvor e MinistérioEP. 36

Não sou pregadora, sou mensageira: o chamado de cada um

A cantora Sofia Cardoso e a nora, Karen Lima, falam de chamado, de reflexão e do aspecto profético do ministério

David Marrone29 de outubro de 2026 3 min de leitura
Não sou pregadora, sou mensageira: o chamado de cada um
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Reflexão a partir da fala de Cantora Sofia Cardoso no Cenáculo do Saber - Entrevista EP. 36, com Pr. Jonas J. Mendes.

Cada um tem uma chamada. É com essa frase que a cantora Sofia Cardoso entra num assunto que conhece de perto: a pressão para que alguém seja o que Deus não o chamou para ser. No EP. 36 do Cenáculo do Saber - Entrevista, conduzido pelo Pr. Jonas J. Mendes, ela e a nora, a cantora Karen Lima, falam do chamado particular de cada um e da diferença entre pregar, refletir e entregar uma mensagem.

Qual a diferença entre pregador e mensageiro?

A Sofia conta que comentava isso com a Karen: às vezes a pessoa não entende o que Deus tem com o outro, o particular de cada um, e fica forçando o outro a ser o que ele não é. Já disseram a ela que tinha de pregar. A resposta veio pronta: "eu não sou pregadora, eu sou mensageira". Mensageira, explica, é curto e objetivo. É dizer o que Jesus mandou dizer.

A Karen ajuda a desenhar a fronteira. A sogra tem muita mensagem cantada, e hoje Deus tem direcionado a Sofia a fazer algumas reflexões. Deus tem incomodado bastante, diz ela, mas uma reflexão não é igual a uma palavra, a uma pregação. A Sofia tenta diferenciar, e é isso que Deus tem mandado ela fazer.

O que é o aspecto profético de um ministério de louvor?

O Pr. Jonas vê no ministério dela um aspecto profético, e faz questão de qualificar a expressão: no sentido real da Bíblia, e não no sentido que, segundo ele, muitos movimentos corromperam. Enquanto ela louva e ministra, Deus também lhe dá mensagens para entregar. A Sofia responde com uma condição: só quando Deus manda.

O cuidado do Pr. Jonas com a palavra "profético" tem razão de ser. Ele trata do pano de fundo bíblico do tema, de Moisés a Pentecostes, em Quem dera todo o povo fosse profeta.

Uma casa de oração

A Karen fala de onde vem a sua própria disposição. Cresceu numa casa onde, como ela costuma dizer, o ruído branco era expulsão de demônio. A mãe, missionária, sempre foi mulher de oração, e hoje é uma intercessora do ministério das duas.

Até por ter crescido ali, a Karen diz que nunca almejou chegar àquele nível espiritual, porque sabe que ele requer muito. Quando passou a andar com a sogra, houve quem achasse que ela tinha sido transformada depois. "Eu sempre fui assim", responde.

Por que andar com quem está alinhado?

A Sofia explica por que desejou a Karen por perto, como pessoa e pelo nível espiritual. Andar com alguém que não está alinhado, diz ela, é falar uma coisa enquanto o outro está dizendo outra. A Karen resume com uma frase que vem do livro de Rute (Rute 1.16): "o teu Deus é o meu Deus".

O mesmo vale para o filho da Sofia, Israel Cardoso, marido da Karen. Do filho, a Sofia diz que, além de músico, ele também é vaso: só não dá lugar, mas Deus mostra revelação para ele. E a Karen conta que, às vezes, Jesus mostra a ela uma parte de um sonho e dá a outra parte a ele, para que ele possa entender.

Cada um no seu lugar

Pregadora, mensageira, intercessora, músico que também é vaso. Na leitura da Sofia Cardoso, cada um tem uma chamada, e ninguém precisa ser forçado a ser o que não é. A frase serve para dois tipos de pessoa: quem cobra dos outros um dom que não receberam, e quem vive se cobrando o dom do vizinho.

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David Marrone

Sobre o autor

David Marrone

Apresentador do Cenáculo do Saber - Entrevista

  • Apresentador e entrevistador do Cenáculo do Saber - Entrevista
  • Escreve as reflexões do Cenáculo do Saber a partir das conversas do programa
  • Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus
  • Acadêmico do sexto ano de Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
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